CPI
O assunto predominante na sessão de ontem da Câmara Municipal foi o programa Minha Casa, Minha Vida, que em Imperatriz beneficiou milhares de pessoas. Durante seu pronunciamento, o vereador Rildo Amaral (SD) propôs a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias de que beneficiários estariam vendendo as suas casas. Para a criação da CPI, bastam 7 assinaturas. Dez vereadores imediatamente se manifestaram favoráveis à proposta de Rildo Amaral. O vereador Zé Carlos (PV) observou que seria melhor primeiro verificar a denúncia. Se for verdade, abre-se a CPI. Se é que estaria existindo a irregularidade, seria bom que a Prefeitura e a CEF anulassem os contratos dos envolvidos para que os imóveis fossem destinados a outras pessoas que realmente estão precisando de casa.
Cadê?
A questão da saúde voltou a ser discutida na sessão de ontem, especialmente em relação ao suposto sumiço de um aparelho de raio x. Na terça-feira debateram exaustivamente a denúncia, mas ontem ninguém levou uma resposta sobre o que realmente aconteceu. Continuou o disse-me-disse. De acordo com a administração passada, a UPA do São José não tinha o aparelho. A presidente da Comissão de Saúde, vereadora Terezinha Soares (PSDB), jogou a responsabilidade pela apuração para os dois vereadores que denunciaram – Bebé Taxista e Ditola Castro, ambos do PEN.
Diálogo
Ontem, o prefeito Assis Ramos recebeu no seu gabinete uma comissão de vereadores para tratar de alguns assuntos, especialmente sobre o Socorrão e a situação das ruas. Assis comentou: “Não tenho nenhum receio em ir à Câmara de Vereadores ou recebê-los em meu gabinete. O que estamos fazendo é prestar esclarecimentos sobre as ações já realizadas”.
Acabou!
Tem razão o prefeito Assis Ramos quando afirma que há a necessidade de colocar novo asfalto nas ruas de Imperatriz. Em grande parte é antigo e não adianta mais remendo. Basta uma chuva para surgirem os buracos. Além de antigo, em boa parte de má qualidade.
Acabou! - II
Para colocar novo asfalto é preciso muito dinheiro. O km de recapeamento de rua com 7m de largura e 4cm de espessura fica em torno de R$ 170 mil. Para construção (limpeza, execução de base, imprimação, pintura de ligação e AAUQ - areia asfáltica usinada a quente) de uma rua com as mesmas dimensões custa cerca de R$ 230 mil. Imperatriz tem mais de 500 km de ruas. Mas quando há vontade, torna-se possível.
Mantido
Não é possível! Ainda chegaram a discutir a possibilidade de transferir o carnaval para a Avenida Bernardo Sayão ou Avenida Pedro Neiva de Santana. Finalmente, prevaleceu o bom senso e a festa continuará na Praça da Cultura, ideal para um carnaval sem grande estrutura, que não enche mais do que dois quarteirões. Além do mais, permite aos foliões levar suas famílias e também facilita o trabalho da polícia, com o índice de violência sendo quase zero.
Olha aí!
Em discurso da tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado Eduardo Braide demonstrou preocupação com a situação do polo siderúrgico em Açailândia. De acordo com ele, duas siderúrgicas encerrarão suas atividades nos próximos meses, desempregando cerca de 2.000 pessoas diretamente. “Nós, enquanto Assembleia Legislativa, que no ano passado teve uma comissão formada especificamente para tratar da crise da siderurgia naquela região, não podemos fechar os olhos para essa situação agora”, assegurou o deputado, ao anunciar um requerimento pedindo uma audiência da Comissão de Assuntos Econômicos no município para averiguar a situação.
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