Socorrão
O problema da saúde pública em Imperatriz predominou no Grande Expediente da sessão de ontem da Câmara Municipal. Todos os vereadores que usaram a tribuna abordaram o assunto. O vereador Adhemar Freitas Jr. (PSC) disse que os problemas no Socorrão são antigos. Não há nada de novo. Ele fez a observação por conta das críticas que o novo prefeito vem recebendo, como se fosse o culpado por tudo que já vem ocorrendo há décadas no Hospital Municipal. Adhemar Jr. revelou que a empresa encarregada da limpeza está há seis meses sem receber pagamento. Os fornecedores também. “Como sentirão segurança para fornecer o material que o hospital está precisando?”, indagou o parlamentar. Ele discordou de alguns aspectos da visita que parte dos vereadores fez ao hospital, na terça-feira, pedindo aos colegas que não transformem os problemas do Socorrão em um “show”, mas que tratem o assunto com responsabilidade. Adhemar Jr. destacou que nunca existiu um planejamento para o setor da saúde, lembrando que há muito tempo existe um projeto para construção de um novo Socorrão.
Convocação
O vereador Ricardo Seidel (REDE) propôs à Mesa Diretora a convocação do secretário de Saúde para uma audiência pública com a finalidade de prestar esclarecimentos sobre os problemas nos dois hospitais – Socorrão e Socorrinho, como o não fornecimento de materiais. A proposta gerou uma forte discussão entre os vereadores de oposição e situação. O líder do Governo, Hamilton Miranda (PP), reagiu às manifestações dos oposicionistas sugerindo a criação de uma CPI, notadamente para investigar o período da administração passada.
Votação
Houve a sugestão para que o secretário fosse convocado apenas para uma reunião na Comissão de Saúde. A proposta de Ricardo Seidel, para que o secretário fosse ouvido em plenário, foi colocada em votação. 14 vereadores votaram contra. A nova administração está apenas com 39 dias e não justificaria a convocação.
CPI
Alguns vereadores demonstraram o interesse na abertura da CPI da Saúde. Depois que o secretário for ouvido pela Comissão da Saúde, dependendo do relatório haverá a proposta de criação da CPI. Ricardo Seidel, Alberto Souza (PDT) e Aurélio Gomes (PT) foram alguns dos vereadores que demonstraram interesse para que haja a investigação. “Há clima e elementos”, afirmou Aurélio.
Recursos
O vereador Chiquim da Diferro (PSB) voltou a cobrar informações sobre o montante dos recursos que caíram nos cofres da prefeitura em dezembro e o que foi pago. Diferro quer saber, principalmente, dos valores oriundos da repatriação. Ele também observou que desde a legislatura passada que vinha denunciando problemas na saúde, mas somente agora, na atual gestão, é que os vereadores (reeleitos) estão se preocupando. Alguns vereadores que eram aliados do governo anterior estão fazendo oposição a Assis Ramos.
CET
Há várias reclamações de servidores em função da redução dos salários no mês de janeiro. É que foi cortado o CET (Condição Especial de Trabalho). O prefeito esclareceu que serão estabelecidos critérios legais. O problema é que os salários estão defasados e o CET serve como forma de “correção”. A lei é de 2007 e há salário de 200 reais. O CET é que eleva o ganho do servidor. Vereadores entendem que é preciso mudanças na lei. O prefeito Assis Ramos está disposto a tratar do assunto com a Câmara.
Só o que faltava
Alguns contrários diziam ontem que o carnaval não é prioridade, diante da situação da cidade. Ora, como se pouco mais de 100 mil reais fossem resolver os muitos e antigos problemas que Imperatriz enfrenta. No mais, recursos para o carnaval não são tirados da saúde, da educação e nem da infraestrutura.
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