2016 e a quebradeira

O ano de 2016 está chegando ao fim e notícias de dificuldades de honrar compromissos de Estados e Municípios ocupam mais o noticiário que propagandas de Natal. São os reflexos da crise econômica. Mas por que a quebradeira foi geral? Quais suas causas? Três razões se pode apontar como certas:
1 – Redução do crédito às pessoas físicas (60% das famílias entraram o ano de 2016 endividadas e com o nome sujo junto às instituições de crédito e no comércio);
2 – Redução da renda e escalada do desemprego diminuíram o consumo, refletindo negativamente na produção e na arrecadação de impostos;
3 – Despesa com custeio da máquina pública em elevação, principalmente com salários, aposentadoria e serviços das dívidas.
Este ano não se corre o risco de Papai Noel “entalar na chaminé”.

2017 será mais do mesmo

Se em 2016 a receita dos municípios sofreu queda da ordem de 14% (dados preliminares do IBGE), 2017 não se avizinha anunciando melhor sorte aos gestores que assumem em 1º de janeiro. Mas não há nenhum desavisado que não saiba disso (salvo os que ainda não se desfizeram do endividamento do processo eleitoral). É certo que o próximo ano será de muitas dificuldades, mas também de oportunidades de se fazer cortes e reformas que pretensões políticas futuras não recomendam. Como:
1 – Redução do número de servidores, principalmente em setores não prioritários da administração;
2 – Redução do gasto total de pessoal (via dispensa de pessoal, redução e extinção de gratificações);
3 – Redução no custeio da máquina pública;
4 – Eficiência na arrecadação;
5 – Melhoria no investimento público;
6 – Combate ao desperdício e à corrupção.
Que 2017 nos traga melhor sorte, mas para se garantir, melhor saber que milagres até existem, sábio mesmo é não depender de um.

Resiliência & Esperança

Para quem acha que 2016 termina com saldo de dificuldades e coisas ruins, vale a recomendação do líder da banda Legião Urbana, Renato Russo: “Quando tudo nos parece que deu errado, algo de bom acontece que não teria acontecido se tudo tivesse dado certo”.

Será?

Ontem, uma fonte do setor público informou que o Estatuto do servidor público estadual não permite a cessão de funcionário para município. Se assim for, o prefeito eleito Assis Ramos terá que mexer no seu secretariado, já que quatro servidores estaduais estão na equipe – delegado Josenildo Ferreira, Major Janilson, policial civil Leandro Braga e o médico Alair Firmiano. Consta, inclusive, que já teria uma ação no Ministério Público em torno da questão. É aguardar.

Ministro

Está prevista para o dia 9 (sexta-feira) de dezembro uma visita a Imperatriz do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. Às 9h ele participará de uma reunião no auditório da Associação Médica com prefeitos e outras lideranças da região. Naturalmente que o assunto será em torno de questões ambientais. Sarney Filho deve, também, visitar Estreito.

Olho em 2018

O ex-deputado Raimundo Cabeludo admitiu em conversa com o colunista, ontem, a possibilidade de disputar as eleições de 2018 como candidato a deputado federal pelo PMDB. Cabeludo é ex-deputado estadual e ex-prefeito de João Lisboa.

Disputa

Os partidários do vereador eleito Dr. Fábio Hernandez estão confiantes, acreditando que ele vencerá a eleição para a presidência da Câmara. Só que, pela contagem feita hoje, ele teria apenas quatro votos. Já do lado do atual presidente, José Carlos, existe a certeza da vitória. De acordo com o próprio candidato, no momento ele tem 15 votos e acredita que chegará nos 18. A Câmara de Imperatriz tem 21 integrantes.