O que ele pensa

O suplente de vereador Deir Vieira (PCdoB) assumiu o mandato na sexta-feira passada e ontem estreou no plenário da Câmara de Imperatriz. Ele ocupa o lugar de Carlos Hermes até o final de dezembro. O primeiro suplente seria Edmilson Sanches. Só que o PCdoB entendeu que o mandato é do partido, e Sanches trocou o PCdoB pelo PPL. Indagado pelo colunista sobre a questão, Sanches disse: - Você sabe que a lei por si só não (se) resolve. A Lei é ela e a interpretação dela. Há jurisprudência que diz que a saída de partido não anula a vontade popular que levou um candidato à suplência em certa ordem de classificação nem invalida o ato legal de um tribunal eleitoral que diploma o suplente e o coloca em uma determinada ordem de sucessão. Quando, esta semana, a Câmara Municipal me comunicou que, na busca da “legalidade” (termo usado por quem me contatou), queria saber minha opinião, relatei que não iria “atrapalhar” ou dificultar o useiro expediente de um titular sair de licença para beneficiar, de modo passageiro, terceira pessoa. No caso em espécie, é quase certo que jamais o titular pediria licença, ainda que para “interesses particulares”, se a ordem de sucessão forçasse à minha posse por dois meses. Antes de ser legalista, sou também uma pessoa “legal”. Minha luta por Imperatriz não passa por “arranjos” dessa natureza. Ganhar é também não se perder.

Olha aí!

Sobre a eleição da presidência da Câmara, o vereador eleito Paulinho Lobão afirmou, ontem, que segue o seu grupo (líderes do PDT e PCdoB). Ele se manifestou ao ser questionado se acompanharia o grupo dos novos vereadores, chamado de “Leite Ninho”. São 11 os neófitos, mas assim como Paulinho, outros também podem seguir rumo diferente. Há dois candidatos no grupo – Dr. Fábio Hernandez (PSC) e Ricardo Seidel (REDE), enquanto do lado dos veteranos há Zé Carlos (PV), Hamilton Miranda (PP) e Rildo Amaral (SD).

Será?

Ontem, um vereador revelou que o prefeito eleito Assis Ramos (PMDB) informou-lhe que não vai se envolver na eleição da presidência da Câmara. O prefeito quer manter um bom relacionamento com todos os vereadores, e tomando partido na disputa, poderia criar problema já no início de mandato. Para observadores políticos, nenhum dos candidatos à presidência criaria obstáculos ao Executivo. Daí, a melhor saída para Assis Ramos é ficar em cima do muro, só observando...

Ausente!

Na noite de segunda-feira, o prefeito eleito Assis Ramos reuniu, pela primeira vez, a sua equipe do primeiro escalão. Foi divulgada uma foto em que, estranhamente, não aparece o vereador João Silva, escolhido para ser o secretário de Planejamento e Urbanismo. Ainda está indeciso ou só vai se “apresentar” ao delegado depois que deixar a Câmara?

Processo

Na sessão de ontem, a vereadora Caetana Frazão anunciou que vai processar uma professora, cujo nome ela não revelou. Durante um ato de protesto nas galerias da Câmara, a vereadora teria sido vítima de racismo.

Violência

O vereador Raimundo Roma, apresentador do programa Bandeira 2, subiu à tribuna, ontem, para falar sobre a onda de violência na cidade, destacando casos mais recentes, como os assassinatos de um taxista e de um padeiro. Roma disse que as polícias Civil e Militar estão realizando um bom trabalho, mas há bandidos demais e a lei é branda. Também criticou a Audiência de Custódia.  

Reivindicação

Indicação de autoria do vereador Rildo de Oliveira Amaral solicita ao governador Flávio Dino e à secretária da Gestão e Previdência, Lilian Régia Gonçalves Guimarães, que sejam tomadas medidas  visando o retorno dos alunos do Curso de Formação de Soldados, que tiveram suas liminares suspensas por decisão do TJMA. 550 alunos foram desligados do curso.