Avaliação

Ao visitar "O Portal Vermelho", em São Paulo, o governador Flávio Dino (PCdoB) fez uma avaliação da derrota do campo progressista na cena eleitoral. Para ele, "é necessário reconhecer a derrota global, atualizar a organicidade do nosso campo, mas não para sectarizar, mas sim para ampliar". E exemplificou: "Não é que o Brasil perdeu de 7x1 pra Alemanha na Copa que não vamos jogar nunca mais contra a Alemanha". O governador disse ainda que "não adianta fazer discurso puramente retrospectivo, das glórias do passado (...), não existe voto apenas por gratidão, a sociedade de modo geral olha para os desafios que estão a sua frente e se não enfrentarmos os debates atuais e numa dimensão prospectiva, não vamos obter êxito (...)". Avaliou ainda que 
"é necessário para as novas demandas que estão a frente, buscar a política de alianças, unir o nosso campo, abandonar as vaidades". Flávio Dino considera importante para a esquerda não ficar reduzida de sua representatividade política. "Unir forças materiais para polarizar o que perdeu. A gente já viveu dias piores, não é algo duradouro, temos a capacidade de rapidamente voltarmos ao que perdemos, inclusive na cena eleitoral".

Teto dos gastos

Tida pelo governo como a saída para tirar o País do buraco, a PEC 241 vem sendo condenada pela oposição e críticas aos deputados que votaram a favor. A PEC estabelece um teto para o aumento dos gastos públicos pelas próximas duas décadas. O líder do PMDB, deputado Baleia Rossi (SP), argumentou que a PEC é necessária para a reação da economia. A líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), disse que esse é o segundo momento mais grave da democracia brasileira, depois do impeachment.

Votos

Deputados do Maranhão que votaram a favor foram Ildon Marques, Davi Alves Silva Júnior, Juscelino Filho, Junior Marreca, Alberto Filho, Hildo Rocha, João Marcelo Souza, Cleber Verde,
José Reinaldo, Victor Mendes, João Castelo, Pedro Fernandes  e  Aluísio Mendes.

Apanhando 

Até antes as convenções, quando sonhava com o apoio de Sebastião Madeira (PSDB) ao candidato do grupo, vereadores dos partidos de esquerda aliviaram as críticas contra o prefeito. Agora, em toda sessão Madeira sofre duros ataques. Ontem não foi diferente. Até o vereador Chiquim da Diferro não perdoou. É o retrato do que acontece com gestor em fim de mandato. 

Sanção

Chiquim da Diferro  também cobrou da direção da Câmara o cumprimento da Lei Orgânica, ao observar que há leis aprovadas mas nunca foram promulgadas pelo prefeito. E que a presidência da Câmara também não  trata de sancioná-las. Uma, de sua autoria, é referente à regulamentação do trânsito e, segundo Chiquim, já está há cerca de dois anos aprovada. A Câmara, depois de 30 de dias da lei enviada ao Executivo, pode sancioná-la.   

Eleição

Ontem, um analista político disse acreditar que os 11 vereadores eleitos estarão fechados para a eleição da presidência da Câmara. No grupo dos novatos, os pretensos candidatos são Ricardo Seidel e o Dr. Hernandez. Reuniões já estão acontecendo e um dos dois deve ser o escolhido. Do grupo de reeleitos, há Hamilton Miranda e Rildo Amaral. O atual presidente, Zé Carlos, ainda não se manifestou. 

Indeferimento 

Ontem, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) manteve decisão da juíza Daniela Bonfim Ferreira, da 13ª Zona Eleitoral de Bacabal, que indeferiu o registro da candidatura de Zé Vieira (PP).  Ele obteve 20.671 votos, que não foram computados. O deputado estadual Roberto Costa (PMDB) foi quem obteve o maior número de votos válidos, 18.330. Vieira deve recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se for mantido o indeferimento, pode haver novas eleições em Bacabal.