Pros e contras
Ontem, nas rodadas políticas eram as discussões sobre os pros e contras nas eleições. O que provocou a vitória de Assis Ramos? O que causou a estagnação de Ildon Marques e a queda de Rosângela Curado? Assis Ramos começou as eleições já com um índice elevado nas pesquisas e só foi subindo. Consolidou a vitória com o episódio da prisão do Major Janilson. Já Ildon praticamente terminou com os mesmos índices do início. Tem um eleitorado fiel mas não consegue aumentá-lo. Perdeu a eleição com uma diferença de pouco mais de 2 mil votos. Rosângela foi prejudicada por alguns fatores, entre os quais a própria prisão do militar, embora ela não tivesse nada com isso, mas era apoiada pelo governo. A presença de algumas pessoas da “Era Davi” também foram prejudiciais. Rosângela também não foi aquela candidata mais agressiva das eleições de 2012, quando não foi apoiada pelo governo. Agora, sendo governista, teve que mudar a postura, ficando mais moderada. Enfim, foram mais erros do que acertos, mas isso é passível de acontecer.
Zerou
Quais os impactos da vitória de Assis Ramos em relação aos rumos da política em Imperatriz? Perderam três grupos tradicionais e venceu um grupo que, embora as peças antigas que estão por traz, pode ser considerado novo, porque os protagonistas da eleição foram apenas o Delegado Assis Ramos e o seu vice, Pastor Alex, que nunca tinham se envolvido com política-partidária. Só devem a eleição ao próprio eleitor. A vitória dos dois pode ter “zerado” a política local.
2020
Além do Delegado Assis Ramos, claro, o vitorioso foi Ribinha Cunha, apesar de ter ficado em quarto lugar, mas com uma votação expressiva. Ele entrou na fila para 2020. Madeira e Ildon talvez não queiram mais disputar a prefeitura. Rosângela Curado já perdeu duas e se for candidata a deputada em 2018 e vencer, dificilmente iria encarar nova eleição municipal. E o novo prefeito, Assis Ramos, não poderá ser candidato, porque acabou a releição. Então, que se preparem as novas lideranças.
Quatro
A Câmara de Imperatriz tem três mulheres – Caetana, Terezinha Soares e Fátima Avelino. A primeira não se reelegeu, porém a Câmara ganha mais duas mulheres. Portanto, a bancada feminina aumenta para 4. Foram eleitas Irmã Telma e Maura Barros.
Reeleição
Nas eleições de 2012, dos 12 vereadores que disputaram a reeleição, seis continuaram na Câmara. Este ano, dos 20 que concorreram, se reelegeram 10. Só não concorreu o vereador Adonilson Lima, porque foi candidato a vice de Rosângela Curado. A não reeleição do vereador Raimundo Roma foi uma das surpresas.
Campeão
Desde o início da campanha que o ex-secretário de Educação, Zesiel Ribeiro, vinha sendo apontando como o mais votado. Não deu outra, só que não se confirmou a previsão de que poderia passar dos 5 mil votos. Obteve 3.459 votos. Até agora o mais votado foi João Batista, em 2004, com 5.099 votos, seguido de Edmilson Sanches, com 3.546.
Votação
Inesperada a votação do vereador José Carlos Barros, presidente da Câmara. A expectativa era de que poderia chegar a cerca de 3 mil votos. Apuradas as urnas, obteve 1.481 votos, o que quase lhe custa a derrota. Mas para José Carlos, o importante foi a vitória, que lhe garante o sexto mandato.
O que houve?
A Assembleia de Deus não conseguiu eleger o candidato a vereador Raul Segundo (Bibiu). Filho do líder da igreja, Pastor Raul, ele obteve 851 votos.
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