O vencedor

Ganhou o neófito na política. O Delegado Assis Ramos (PMDB) é o novo prefeito de Imperatriz. Para alguns, foi uma surpresa, mas para quem vinha acompanhando a evolução da sua candidatura sabia que ele estava disputando a eleição de igual para igual com Ildon Marques de Souza (PSB) e Rosângela Curado (PDT), mesmo com uma campanha sem estrutura,  com o apoio de dois partidos e poucos candidatos a vereador. Assis, quando iniciou a campanha, já tinha mais de 10 pontos percentuais das intenções de votos e durante a campanha só foi subindo. Na última semana já era visível  a disputa entre ele e Ildon Marques de Souza, que terminou  praticamente com o mesmo percentual que tinha quando se lançou candidato.  Assis Ramos centrou a sua campanha no combate à corrupção 

Certo da vitória

Por volta das 14h30, o colunista se encontrou com o candidato a vice-prefeito na chapa de Ildon Marques, Frederico Ângelo. Otimista, disse que ganhariam com  uma diferença de cerca de 5 mil votos. A previsão andou longe. 

Sem exceção 

Pela manhã, após votar o governador Flávio Dino divulgou nas redes que “estamos prontos a dialogar com os 217 prefeitos e prefeitas que serão eleitos, com pautas de interesse público. Assim tem sido e assim será”. Hoje, o governador concederá entrevista coletiva. Vai parabenizar os candidatos eleitos e reiterar a disposição de diálogo institucional do Estado com todas as gestões municipais. 

Surpresa

O grupo liderado pelo ex-deputado e ex-prefeito Deoclides Macedo (PDT) foi surpreendido com o resultado das urnas. O prefeito Adersinho foi derrotado pelo candidato Dr. Nelson. Até agora, o grupo de Deoclides só tinha perdido uma eleição. Foi para o ex-prefeito Fia.

Derrotado

Achando que ganharia, embora as chances não eram tantas, um aliado de um dos candidatos a prefeito de Imperatriz já estava ameaçando fazer retaliações, mandando recado por meio de um energúmeno, cuja função é unicamente puxar saco e tentar denegrir a imagem das pessoas.

E...

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. O clima esteve quente entre os aliados dos candidatos. Nas redes sociais, troca de insultos e muita cruzeta, para não chamar mesmo de mentira. Ontem, até o final da votação não havia tido nenhum caso grave. 

Crise

Conforme a Folha de São Paulo, na primeira eleição fora do governo federal desde 2003, o PT enfrentaria neste domingo (2) o pleito mais difícil de sua história. O número de candidatos a prefeito despencou quase 50% em comparação a quatro anos atrás, caindo de 1.901 para 971. Ainda de acordo com a Folha, o cenário é resultado da crise do partido, que tem seus principais líderes investigados na operação Lava Jato e viu a ex-presidente Dilma Rousseff ser apeada da Presidência pelo impeachment. 


Gastos

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, informou que, até este domingo (2), os candidatos a prefeito e a vereador haviam declarado ter gasto R$ 2,1 bilhões com a campanha. O número equivale a um terço das despesas informadas em 2012, quando o montante chegou a R$ 6,24 bilhões no primeiro e no segundo turno da eleição. O valor não está corrigido pela inflação registrada no período.