Imbróglio da audiência pública

Até que enfim o Poder Executivo conseguiu realizar Audiência Pública conjunta de prestação de contas do 1º quadrimestre e específica de Saúde nas comissões de Orçamento, Finanças e de Saúde da Câmara Municipal de Imperatriz. A audiência, realizada na sessão de ontem, se concretizou em parte pela articulação do ex-controlador do Município, Cândido Madeira Filho. O que demonstra que o prefeito Sebastião Madeira não possui em sua gestão quem faça a articulação política de seu governo junto ao Poder Legislativo e outros setores políticos. Ontem os vereadores tiveram uma postura nunca antes vista, durante a fala do atual controlador. Sempre acompanhavam a prestação de contas sem maiores questionamentos. Chegaram a ser duros.

Olha aí!

Periquitos fazem zoada, papagaio leva a culpa. Fala-se à “boca grande” pelos corredores e gabinetes da Câmara Municipal de Imperatriz que parte da indisposição dos vereadores para com o prefeito Sebastião Madeira, como ficou nítido na Audiência Pública de ontem, tem como causa o ataque que os edis vêm sofrendo nas redes sociais por “amarras” comissionados do governo e até por secretários municipais. Fato notório e antigo de conhecimento dos dois chefes de Poderes do Município.

E...

Causou espanto, durante a sessão de ontem, a atitude do líder do governo na Câmara, vereador João Francisco Silva, que propôs a convocação da secretária de Saúde para explicar sobre a situação do setor. A proposta não foi aprovada. Estranha-se que tenha partido do próprio líder do governo. Isso pode ser resultado do que foi dito acima, em que vereadores estão se sentindo “acuados” por ataques de alguns encastelados no palácio Renato Moreira.

Deputado?

O deputado estadual Wellington do Curso (PPS) é candidato a prefeito de São Luís. Em caso de vitória, a sua cadeira na Assembleia Legislativa seria ocupada pelo primeiro suplente da coligação, Luciano Genésio. A questão é que Genésio também é candidato, na cidade de Pinheiro. Então, no caso de ser eleito, a vaga ficaria para o segundo suplente, que é o vereador imperatrizense Rildo Amaral (SD). Candidato, se conseguir ser reeleito Rildo iria ter que decidir se trocaria os quatro anos de Câmara Municipal por dois anos de Assembleia. Talvez não pensasse duas vezes em ser deputado. Até porque já sentiu o “gostinho” de ser vereador.

Arquivamento

Um dos inquéritos da Operação Lava Jato contra o senador Edison Lobão (PMDB-MA) teve o arquivamento solicitado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Em delação premiada, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, teria afirmado que Lobão recebeu R$ 1 milhão em dinheiro desviado da estatal. Mas Janot entende que não existem indícios que justifiquem a continuidade da investigação. O pedido será analisado pelo ministro do STF, Teori Zavascki, relator da Lava Jato.

Desinteresse

Mesmo com a prorrogação do prazo concedida pelo TCE, o Maranhão ficou em último lugar em relação ao preenchimento do questionário do Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM). Enquanto a média nacional de adesão ao Índice ficou entre 95% e 100% dos municípios de cada estado, no Maranhão, o percentual foi de apenas 70%, o que corresponde a 148 municípios. O prazo terminou dia 15 de julho, mas o TCE maranhense estendeu a tolerância por mais 15 dias. A ideia era reunir o máximo possível de gestores municipais em torno desse indicador da gestão pública que mobilizou a maioria dos Tribunais de Contas do país, devido ao seu potencial de traçar um diagnóstico confiável da gestão pública.

Decepção

Os auditores do TCE-MA não escondem sua decepção pelo descaso com que a iniciativa foi tratada pela maioria, que só enviou os dados diante dos inúmeros apelos e alertas do órgão. Gestores de 40 municípios sequer abriram o formulário. Outros preferiram saber apenas o valor da multa que deveriam pagar, assumindo que não enviariam os dados solicitados.