E agora?
Mergulhado em crise política e econômica, ontem o País novamente centrou as suas atenções para Brasília. Depois da Câmara dos Deputados, foi a vez do Senado aprovar a admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Afastada do Palácio do Planalto, assume o comando da Nação o vice-presidente Michel Temer (PMDB). A situação dele também não é boa, pois tem contas a ajustar com a Justiça. E aí? Sua permanência à frente do governo vai demorar quanto tempo? Há enorme preocupação com essa situação de instabilidade, porque o País está necessitando de medidas urgentes para mudar o assustador quadro que vem gerando retração na economia e, consequentemente, falência de empresas e desemprego. E não será da noite para o dia que a crise será resolvida. Portanto, já está passando da hora. E que essa mudança tão clamada pela sociedade não seja apenas a troca de ocupante da cadeira 1 do Palácio do Planalto.
Solidário
Revelando que falou com ela por telefone, o governador Flávio Dino disse que Dilma é “uma mulher forte e admirável. Perseguida na ditadura militar e injustiçada agora. Mas firme”. O governador do Maranhão voltou a manifestar a sua solidariedade pessoal, mas reconhece que houve erros. “Claro que a presidenta Dilma, por ser humana, cometeu erros, como todos cometemos. Mas não há nenhum crime por ela praticado. Nada. Inevitável lembrar-me de João Goulart, também deposto por um ato de força de uma ‘maioria’ de ocasião. Mas isso é tema para os historiadores”.
Inferno
A vida do deputado federal Waldir Maranhão (PP-MA) se tornou um inferno a partir do momento em que resolveu comprar briga em favor de Dilma Rousseff. Ele estava decidido a acompanhar a decisão do partido pela cassação da presidente. Mas na véspera da votação pela Câmara, mudou de lado e votou contra o impeachment. Isso lhe custou a perda da direção estadual do PP. Ao assumir a presidência da Câmara, resolver anular a sessão em que foi aprovado o impeachment. Aí o mundo desabou sobre ele. Apareceu logo o caso do filho médico, que recebia do TCE-MA, além de correr o risco de perder o cargo de presidente e até o mandato de deputado. Isso sem falar na descoberta que teria recebido R$ 368.140,09 da UEMA como “professor fantasma”.
Salvação
Perdendo o mandato ou não, Waldir Maranhão poderá sair de cena em Brasília. Ele entraria de licença para assumir um cargo no Governo do Estado, como secretário de Educação ou de Ciência e Tecnologia. Há inclusive a possibilidade de se filiar ao PCdoB, conforme admitiu o próprio governador Flávio Dino.
Perda de tempo
Durante as sessões, alguns vereadores de Imperatriz ficam preocupados em discutir temas relacionados à questão política de Brasília, como se resolvessem alguma coisa. Enquanto isso, na cidade há muitos problemas para serem levados à discussão no plenário do Palácio Dorgival Pinheiro de Souza.
Outros
Ontem, a coluna divulgou nomes de vereadores que já estão decididos em relação a pré-candidatos a prefeito e também de alguns que ainda não se decidiram. Outros não foram ouvidos, entre eles Esmerahdson de Pinho (DEM). Mas nem precisa, porque é pré-candidato a prefeito. Enoc Serafim (agora PSDB) é Marco Aurélio. O vereador Roma (PSL) se definiu por Rosângela Curado e Hamilton Miranda (PP) é Ildon Marques.
Mais benefícios
Hoje o governador Flávio Dino estará em Imperatriz, acompanhado do secretário da Infraestrutura, Clayton Noleto. Haverá assinatura da ordem de serviço da ampliação da rede de esgoto do bairro Bacuri e o lançamento do Expresso Metropolitano, além do anúncio de outros benefícios. Será às 9h30, em frente ao quartel do 3º BPM.
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