Da Redação
Fênix
Até aqui, único político que se fez por si e oriundo do interior, o prefeito Sebastião Madeira, quando tudo parece perto do fim, sempre dá a volta por cima. Quando perdia eleições para prefeito, todos o davam como morto. Ao longo das três derrotas, se elegeu quatro vezes deputado para, enfim, se tornar o único prefeito reeleito na história de Imperatriz. Agora mesmo, ao mesmo tempo em que jogam pedras no seu pré-candidato, o ainda secretário Daniel Souza, seus adversários e aliados “do faz de conta” fazem questão de exibir o desgaste do governo, em busca da lógica de que seu apoio não terá influência. A única explicação para o fato só reside naquilo que a expressão popular classifica de ir “pelo beiço”. O que significa de graça. Pois bem, Madeira olha para o Senado e em 2018 serão duas as vagas. Na ala do governador Flávio Dino, há quem garanta que o nome do presidente da Assembleia, Humberto Coutinho, é pule de 10. Se uma vaga é dele, de quem será a outra? Roberto Rocha tem mandato até 2022. José Reinaldo, João Castelo, Weverton Rocha? Com a votação pro sim, nesse domingo, José Reinaldo acrescentou aos problemas que uma campanha desse nível traz os humores do governador. Castelo, cujo discurso se tornou envelhecido, não tem mais pique para um Maranhão de norte a sul, se conformando com uma campanha para prefeito em São Luís, cujo deslocamento é menor. Resta Weverton Rocha. Se o Senado confirmar o impeachment de Dilma Rousseff, é carta fora do baralho. Aí, Madeira pode ser o homem.
Perfil
A personalidade que teve o ex-governador José Reinaldo em votar a favor do impeachment de Dilma Rousseff, contrariando seu aliado, Flávio Dino, faltou ao deputado Waldir Maranhão. Até sexta, eleitor do SIM, Valdir já no sábado admitiu não ser forte o suficiente para resistir às pressões. Sucumbiu!
Terra pra que te quero
A indústria de invasão de terras age com força em Imperatriz. À boca miúda corre solto o nome de dois vereadores como estimuladores. Insensatez à parte, há quem pense em dar o troco formando um “grupo de sem casa” e levar para ocupar as casas dos ditos cujos.
Fascista ...
Em defesa da presidente Dilma Rousseff, o governador Flávio Dino sempre classificou o impeachment de golpe. Razões à parte, durante uma confraternização no domingo, havia quem se queixasse das expressões “fascista” e “traidor” usadas ao longo do processo pelo governador para classificar adversários. “Ele está se esquecendo que muitos desses que hoje ele desclassifica votaram nele”, disse um presente, arrancando aprovação geral em seu entorno.
… Traidor. Eu?
Outro dos presentes complementou a afirmação com a pergunta: “Ou será que ele pensa que os quase 70 por cento de votos que ele teve em Imperatriz era só de petistas e filiados ao PCdoB?
Tadinho do eleitor
Quem acompanhou a votação na Câmara dos Deputados percebeu que, apesar da grande pressão motivadora para o SIM ser as ruas, quase nenhum deputado se referiu ao eleitor na hora do voto. Muitos deles preferiram somar um pontinho e ficar de bem com suas esposas e famílias.
Deputado impeachment
O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) tirou a sorte grande. Quis o destino que durante a votação recaísse nele a chamada para o voto 342. O voto fatídico durante a votação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.
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