Da Redação

O STF disse não

Golpe se você for governista ou impeachment, se for oposição. Ainda bem que, nesse emaranhado de interesses, afastam-se as filigranas jurídicas, porque as circunstâncias, veremos nós com o resultado, têm seu valor. Como diria o poeta Carlos Drumond, só cabe uma verdade de cada vez e esta veio através do tremendo não que o Supremo Tribunal Federal deu à presidente Dilma Rousseff e seus aliados, à frente o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, agora ministro da Advocacia Geral da União. Por 8 votos a 2, o STF manteve todos os procedimentos já realizados pela Câmara dos Deputados na Comissão Especial do Impeachment e, portanto, indeferiu todos os mandados de segurança do governo e dos deputados aliados. Não acabou o choro e a vela estará acessa até amanhã. De orelha a orelha, ri como uma hiena, o vitorioso presidente da Câmara, Eduardo Cunha, principal personagem para que o processo chegasse onde chegou. De todo o episódio, uma constatação a que chegou todo brasileiro que viveu os piores anos de nosso país. Nunca antes na história desse país, se viu tantas dificuldades, “Está tudo ruim. Muito pior”. Dona inflação corrói tudo: empregos, salários (poder de compra cada vez menor), saúde (remédios cada vez mais caros), educação (pais trocando a escola dos filhos, antes particular, agora pública). Independente da política e de todas suas nuances, naquilo que mais nos dói, o bolso, o governo falhou.

Tiririca 

Eleito em seu primeiro mandato com o jargão “pior do que está não fica”, o ex-palhaço Tiririca continua no picadeiro. Para ele, não há inverso da moeda. - Vai votar contra o impeachment.

Gilmar Mendes

Ele disse: “Quando o jogador é ruim, até as pernas atrapalham”.

Ops!

Não basta o sucessor de Dilma Rousseff ser Michel Temer; não basta o sucessor deste ser o deputado Eduardo Cunha e por fim, Renan Calheiros. O primeiro deputado a votar na sessão que vai definir ou não o impeachment da presidente Dilma Rousseff chama-se Abel Galinha.

Gênesis

Nem é bíblica, é folclórica a lenda que reza, diante das dificuldades (lavras vulcânicas, terremotos, tsunamis, furacões e outras catástrofes) a ser enfrentadas por outros países, um interlocutor perguntou a Deus: E o Brasil?
- O Supremo Criador teria respondido: aguarde a classe política que eu vou mandar para lá.   

Paraquedista 

Na rasteira das mudanças nas normas eleitorais reunidas na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 113-A/2015, aprovada no Senado nessa quarta-feira (13) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), um substitutivo vai tirar o sono de muita gente que acha que não se deve votar em candidato de fora. - Simplesmente acaba com a exigência de domicílio eleitoral na cidade ou no estado, para fins de elegibilidade.

Guerra!

Outra mudança prevista no texto beneficia policiais e bombeiros militares. Independentemente do tempo de atividade na corporação, o policial ou bombeiro militar que for eleito poderá retornar à sua atividade original ao final do mandato. Ao contrário de hoje, quando o militar com menos de dez anos de serviço deve se afastar da atividade para se candidatar e aquele com mais de dez anos, se eleito, passa automaticamente para a reserva.

E agora, João?

O MP expediu Recomendação de veto contra o projeto de lei de nº 003/2016 de autoria do vereador João Silva (PRB) aprovado na sessão de quarta-feira (13) na Câmara Municipal e alterou o Plano Municipal de Educação.