Opinião
Ontem o ex-juiz federal e governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), manifestou-se sobre as escutas telefônicas contra Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff. Veja o que ele pensa:
“O que a Lei 9296/96 diz: grampos que não têm relação com fatos investigados devem ser DESTRUÍDOS. Não revelados ao arbítrio do juiz.
O que a Constituição manda: se suposta prova se relaciona com agente público com foro no Supremo, só este Tribunal pode decidir o que fazer.
O que o juiz e a PF declaram: que no momento do grampo sequer havia ordem judicial vigente. Logo, prova ilícita, sem efeito jurídico.
Aos que me ‘mandam’ ficar em silêncio: sou uma pessoa de princípios políticos e jurídicos. Tenho biografia e não folha corrida.
Lutamos duramente para ter Constituição e leis, o que chamamos Estado de Direito. Não podemos destruir isso por paixões e interesses.
Fui juiz federal por 12 anos. Presidi a Associação Nacional dos Juízes Federais (AJUFE). E por isso lamento atitudes recentes do juiz Moro.
Juiz exerce poder técnico, que extrai sua legitimidade da imparcialidade procedimental e do respeito à legalidade. Não do ‘apelo às massas’”.
Assim é
Ao usar a tribuna, ontem, o vereador Chiquim da Diferro (ainda sem partido) observou que não se pode achar que todo político é ladrão. Citou alguns ex-vereadores que saíram da Câmara pior do que entraram. Entre eles Raimundo Costa (Costinha), que foi sepultado na terça-feira, Jaime da Cafeteira, Valdeci Ferreira e Joaquim Saraiva. Outros só não passaram dificuldades porque eram médicos, advogados, empresários e funcionários públicos.
Repercutindo
Para o vereador Carlos Hermes (PCdoB), o senador Roberto Rocha está jogando contra o grupo do governador Flávio Dino, ao levar para o PSB o ex-prefeito Ildon Marques de Souza, pré-candidato à sucessão de Madeira. E criticou socialistas que aceitaram, citando indiretamente o professor Nonato, que estava assistindo à sessão. Nonato levantou-se e aos gritos disse que Hermes não tinha moral para criticá-lo.
De cima
Professor Nonato observou que não poderia fazer nada contra a filiação de Ildon Marques, porque a decisão veio da Excecutiva Nacional, portanto de cima pra baixo. E que vai respeitá-la, permanecendo no partido. Para Nonato, “o PSB vinha sendo preparado para ser apenas um puxadinho do PT, PCdoB e até da REDE, sem dialogar com os seus filiados”. Mostrando vídeo com depoimentos de filiados de outras siglas, Nonato revela que “isso mostra uma clara intervenção externa de outros partidos em nossas decisões, e não podemos aceitar, porque estamos respeitando decisão da direção nacional”.
Maranhenses
Ontem, os líderes de 24 partidos com representantes na Câmara indicaram os nomes dos 65 deputados que irão integrar a comissão especial que analisará o pedido de impeachment da presidente Dilma. Do Maranhão, há três deputados titulares - João Marcelo Souza (PMDB), Junior Marreca (PEN) e Weverton Rocha (PDT). Os suplentes são seis - Aloísio Mendes (PTN), Pedro Fernandes (PTB), André Fufuca (PP), Alberto Filho (PMDB), Hildo Rocha (PMDB) e Cleber Verde (PRB).
Pensando bem...
Essa é do deputado estadual Wellington do Curso (PPS): “Onde as mãos do conhecimento não chegam, o braço da criminalidade predomina. Talvez seja por isso que estamos perdendo nossos jovens para a violência”. Wellington é membro da Comissão de Educação da Assembleia.
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