No jogo
Durante a Conferência Estadual Extraordinária do PCdoB no Maranhão, realizada na última sexta-feira (22), no Auditório Fernando Falcão da Assembleia Legislativa, o governador Flávio Dino escancarou a sua decisão de disputar a Presidência da República, em 2022. “Não sei se vocês notaram, mas estou até mais magro. É que estou me preparando para disputar o Palácio do Planalto em 2022”, afirmou o governador. Não é à toa que o comunista vem se manifestando contra o Governo Bolsonaro. Flávio Dino quer atrair os holofotes para divulgar o seu nome nos grandes centros do País. Com Lula preso, ele vê uma brecha na esquerda para viabilizar a sua candidatura, embora não seja fácil o PT abrir mão de candidatura própria. Mas levando o jogo para a prorrogação (segundo turno), se uniriam. A questão é saber se, divididos, chegariam ao segundo turno, porque se o Governo Bolsonaro mantiver o índice de aceitação de hoje pode levar logo nos “90 minutos”. Não será um jogo fácil, mas só ganha quem arrisca...
E...
Flávio Dino voltou a meter a colher na questão da Venezuela. Claro, em defesa do governo Maduro. Disse o governador: “Temos tradição de defesa da PAZ. A nossa Constituição determina a solução pacífica de controvérsias. Estamos cheios de problemas derivados do desemprego e da recessão. O Brasil não foi agredido na sua soberania. E então para que entrar em aventura militar em país vizinho?”
De olho
O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (PRB), afirmou ontem que “está pronto” para assumir o Governo do Estado, com a possível renúncia de Flávio Dino para disputar a eleição presidencial. “Estamos há quatro anos no Executivo ao lado do governador conhecendo todas as ações do governo, temos acompanhado de perto. Então, temos todas as condições”. Mas a renúncia só ocorreria em abril de 2021. Muito chão ainda...
Disputa
Ainda estamos a um ano e meio das eleições municipais e Imperatriz já começa a ter um clima de disputa. Alguns pré-candidatos já estão em pré-campanha. E vez por outra um grupo dispara “torpedo” contra outro e vice-versa. Por enquanto, já manifestaram publicamente a disposição de disputar a prefeitura o empresário Richardson Lima e o vereador José Carlos Barros. O prefeito Assis Ramos, claro, nem precisa dizer. É candidato natural. Do partido de Flávio Dino, o PCdoB, com certeza sairá um. Há dois nomes – Clayton Noleto e Marco Aurélio. E ainda “correndo por fora” o deputado Rildo Amaral. É especulado ainda o nome do advogado e coronel da reserva do Exército, Daladir Barros, pelo grupo do Endireita Imperatriz, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Isso sem falar no PSOL/PSTU. Nas eleições de 2016 tivemos seis candidatos.
Sem chance
Especula-se que o prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (PSDB), aceitaria renunciar ao mandato para se integrar ao secretariado do governador Flávio Dino, mas só aceitaria a SINFRA. Ocorre que o governador já anunciou a permanência do secretário Clayton Noleto. A não ser que aguardasse até o início de abril 2020, quando Clayton, se confirmado candidato pré-candidato, teria que se desincompatibilizar do cargo.
Ele disse
“Não adianta instalar a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) porque alguns partidos da base de apoio já disseram que, sem o projeto dos militares aqui na Casa, eles não votam a admissibilidade da reforma da Previdência na comissão”. A afirmação é do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.
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