A droga que assola os grandes centros é a mesma que circula por aqui, e o crack, por seu baixo preço de aquisição, é só uma parte dela que domina Imperatriz. Nesse momento em que o Governo e a Justiça no Estado de São Paulo tomam medidas para agilizar a internação de dependentes químicos, quais passos Imperatriz e o governo vão dar para adotar medidas para proteger os viciados (as primeiras vítimas), suas famílias e a sociedade? Se compulsória, os críticos defendem o direito do viciado e ignoram o direito da família e da sociedade, o que não significa fugir da responsabilidade; se voluntária, aos que defendem, a pergunta é: tem condições alguém que, dependente, não consegue se livrar do uso, de buscar tratamento? É uma cruz e uma espada, assim, como se encontra Imperatriz. Não adianta fazer o jogo da avestruz e enfiar a cara no buraco, ignorando o que acontece ao redor. A iniciativa de São Paulo é louvável por estabelecer a busca por soluções e já começa a ser copiada. Minas Gerais diz que vai praticá-la a partir desta segunda-feira. Se o combate ao tráfico resulta menor que a oferta, valorize-se aqui a ação da polícia, não custa lembrar que nem sempre a paciência ou a tolerância é a melhor atitude.