O assunto predominante no grande expediente da sessão de ontem da Câmara foi a questão da segurança em Imperatriz. A bola foi levantada pelo vereador Fidélis Uchoa, que também é repórter policial. Destacando o índice de violência na cidade, ele disse que alertou o comandante do 3º BPM, Tenente-Coronel Edeilson Carvalho, para que tenha cuidado, pois nos últimos dias já roubaram carro de delegado e de juiz. Fidélis afirmou que não vai mais fazer reclamação ao secretário de Segurança, mas diretamente à governadora Roseana Sarney. Louvável a preocupação do vereador, mas ele pode estar exagerando quando diz ...
Fidélis Uchoa destacou que tem recebido reclamações de populares em relação ao 190. “O telefone chama, chama e ninguém atende”, afirma o vereador, baseado nas reclamações.
A Câmara Municipal de Imperatriz escolheu os integrantes da CPI da Caema, criada para “apurar omissão de investimento para fornecimento de água”. Há um contrato firmado em março de 1974 entre a Caema e a Prefeitura para exploração do serviço de abastecimento de água. A CPI é composta de cinco membros, que foram escolhidos nessa segunda-feira: Carlos Hermes (PCdoB), presidente; Aurélio Gomes (PT), relator; Eudes Feitosa (PTdoB), Fidélis Uchoa (PRB) e Raimundo Roma (PSL).
Ontem à tarde, o prefeito em exercício Luiz Carlos Porto assinou alguns decretos e hoje pela manhã vai entregá-los à Câmara. Em visita a O PROGRESSO, ele disse que está tudo caminhando tranquilamente, “sem sobressaltos. Vou devolver o comando do município ao prefeito Madeira sem nenhum problema”. Nesta quinta-feira Pastor Porto oferece um café da manhã ao bispo Dom Gilberto Pastana e aos padres para apresentar um balanço da administração municipal. Na sexta-feira se reunirá com os pastores.
A deputada estadual Eliziane Gama (PPS), pré-candidata a governadora, se reuniu ontem em Teresina-PI com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), pré-candidato a presidente da República. Conversaram sobre o cenário político com a possibilidade do PT fechar aliança com o PCdoB no Maranhão. Nesse caso, o PSB não faria coligação com o PCdoB. O PPS, além de conseguir o PSB, ainda teria a adesão do PSDB, já que os tucanos não se juntariam ao PCdoB tendo o PT também na aliança.
Pré-candidato a deputado federal, o prefeito em exercício Luiz Carlos Porto (PPS) terá o apoio do Pastor Cavalcante, que desistiu de ser candidato a federal e vai disputar uma cadeira da Assembleia Legislativa. Cavalcante é presidente da Convenção das Assembleias de Deus no Sul do Maranhão, abrangendo 37 municípios. São mais de mil igrejas e mais de 100 mil eleitores. O apoio será oficializado em janeiro.
Sábado a coluna comentou que 8 dos 17 vereadores da situação assinaram o pedido de criação da CPI da Caema, feito pelo oposicionista Rildo Amaral. Pois bem. Ontem pela manhã ocorreu uma reunião a portas fechadas no gabinete do presidente da Câmara, Hamilton Miranda, com os vereadores “infiéis”. Nenhum quis comentar o que conversaram. O problema não é nem por causa da CPI, porque a Caema é do Estado. A questão é que corre o risco dessa “insubordinação” acontecer novamente quando houver a votação de alguma coisa desfavorável ao Palácio Renato Moreira. Portanto, é melhor se prevenir.
O secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad, avisou à CPI da Caema que a empresa dará as informações necessárias sobre os investimentos que estão sendo feitos. “Estamos à disposição dos vereadores para esclarecer o que desejarem”, diz Murad. Ele, no entanto, reprova a atitude dos vereadores. “Temos muito respeito pela Câmara de Imperatriz, mas acreditamos que houve um equívoco quanto ao modo escolhido para resolver os problemas que o município está passando em relação ao abastecimento d’água”.
Coriolano Miranda Rocha Filho (foto), passou a comandar a Redação depois de ter passado por praticamente todos os setores do jornal, como paginação, revisão e reportagem na área policial. Coló Filho, como é mais conhecido, saiu para trabalhar em O Estado do Maranhão, mas em 1987 voltou para O PROGRESSO, como correspondente em Açailândia, por quase um ano. Em julho de 1988, assumiu o lugar de Adalberto Franklin, então Editor Chefe.
Em dezembro de 1992, Coló Filho deixa o jornal para ser assessor de Comunicação do prefeito Renato Cortez Moreira. Ocupou o cargo por nove meses, tempo em que Renato passou na prefeitura, e cujo mandato foi interrompido por um assassino que o matou com dois tiros no dia 6 de outubro de 1993, no Mercado Bom Jesus. Em 1999, Coló Filho, que já estava de volta ao jornal como repórter, assumiu pela segunda vez a chefia da Redação, estando até hoje na função.
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