Nesta semana, segunda-feira mais precisamente, o prefeito Sebastião Madeira deve se encontrar com a governadora Roseana Sarney e provavelmente com o senador Edison Lobão Filho para discutir a sucessão estadual. Madeira, como se sabe, firmou compromisso com o governo do Estado administrativo e politicamente, mas sempre deixou bem clara sua posição em torno do nome do ex-pré-candidato Luís Fernando. Agora o filme é outro e ainda não se sabe se Madeira dele participa. Quem sabe do Palácio dos Leões, depois da reunião, saia uma fumacinha. Se for branca, tá junto. Se for preta, não precisa dizer mais ...
Passado o lançamento de nome, Lobão Filho, e de programa de governo, Flávio Dino, é chegada a hora do frente a frente. Entre uma grande maioria de prefeitos, um grande drama é que muitos deles gostaria de continuar atrelados ao governo para continuarem a receber convênios e ter a liberdade de escolha de outro candidato.
Em miúdos, é uma gracinha. Não querem carregar o compromisso de um casamento, só a liberdade de ser amante. Isso não existe, já diz o dito popular que titula esses dois tópicos.
Caso Madeira venha a apoiar Flávio Dino, como ficarão os vereadores Aurélio Gomes e Carlos Hermes? Os dois, que inclusive votaram contra o empréstimo de R$ 50 milhões pleiteado pelo município, tratam Madeira como se erva daninha fosse. E aí não precisa dizer que, eleitoralmente, eles e mais todos os outros que lhes acompanham não têm o peso do prefeito.
Pelo menos em um ponto da análise efetuada, a dizer que o nome de Lobão Filho é balão de ensaio, o ex-governador José Reinaldo Tavares errou feio. Não é por aí. Basta ver o exemplo do deputado Sarney Filho. Renunciou em 90 quando candidato ao governo e desde então vive eternamente fora de qualquer especulação quando o assunto é Palácio dos Leões. Se renunciar, Lobão Filho terá o mesmo destino.
Com esta resposta, o ex-prefeito Ildemar Gonçalves reagiu quando perguntado da possibilidade de juntar-se à prefeita Gleide Santos para apoiar um candidato, como ventilado em Açailândia. Quem conhece sabe que água e óleo não se juntam. Longe da Coluna assegurar aqui quem é um ou outro. Flávio Dino e Lobão Filho que descubram. Se não, o resultado das eleições em Açailândia vai revelar.
Vê o que faz, ou melhor, quanto vale o tempo na televisão quando o assunto é eleições. Até então à deriva no processo sucessório, sem um candidato para apresentar como seu, o PSDB, se confirmada a aliança com o PCdoB, pode indicar o vice.
Se a Legislação Eleitoral permitir o lançamento, a candidatura solo de João Castelo ao Senado vai provocar calafrios em Roberto Rocha, que trabalhou para ser ungido como candidato único das oposições. De sobra, além do primo, Carlos Brandão como vice, José Reinaldo vai saborear o troco.
Coriolano Miranda Rocha Filho (foto), passou a comandar a Redação depois de ter passado por praticamente todos os setores do jornal, como paginação, revisão e reportagem na área policial. Coló Filho, como é mais conhecido, saiu para trabalhar em O Estado do Maranhão, mas em 1987 voltou para O PROGRESSO, como correspondente em Açailândia, por quase um ano. Em julho de 1988, assumiu o lugar de Adalberto Franklin, então Editor Chefe.
Em dezembro de 1992, Coló Filho deixa o jornal para ser assessor de Comunicação do prefeito Renato Cortez Moreira. Ocupou o cargo por nove meses, tempo em que Renato passou na prefeitura, e cujo mandato foi interrompido por um assassino que o matou com dois tiros no dia 6 de outubro de 1993, no Mercado Bom Jesus. Em 1999, Coló Filho, que já estava de volta ao jornal como repórter, assumiu pela segunda vez a chefia da Redação, estando até hoje na função.
editoria@oprogressonet.com